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Democracia unilateral ditadura é |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Sex, 03 de Setembro de 2010 12:15 |
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Rimos da nossa própria situação. Eu não posso achar normal que, por quatro vezes consecutivas, a Receita Federal simplesmente vaze informações. Não vou aqui defender posições político-partidárias. O brasileiro precisa entender que Governo democrático não tem partido, tem interesse. O grande problema é que o interesse é sempre particular, nunca popular.
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Entrou na sala, fechou a porta da sala e deixou sua pasta sobre a mesa. Vestia uma camisa social azul, calça social preta, cintos e sapatos combinando. Um verdadeiro cavalheiro. Escreveu na lousa uma frase de Rousseau: É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar. [Jean Jacques Rousseau]. Fitou cada um dos vinte e três alunos do primeiro semestre de letras como se os encarasse para um desafio. Foi então que aconteceu! Num salto subiu na mesa e começou a vociferar:
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De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Sex, 27 de Agosto de 2010 18:00 |
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Acabo de voltar da Livraria Cultura do Shopping Bourbon São Paulo, onde participei do encontro do Grupo do Bem estar e Felicidade. Este grupo é coordenando por um médico da Estratégia de Saúde da Família (antigo PSF – Programa de Saúde da Família) tem por objetivo promover a saúde integralmente.
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Qua, 25 de Agosto de 2010 09:00 |
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O vento soprava friamente e fazia com que seu cabelo se agitasse. Nada comparado à agitação de seu coração. Em pé, na plataforma da estação de trem, ela observa um gigante de aço de oito composições sair da estação, ganhando velocidade. Mais rápido ainda, saía dela os sonhos e esperanças que tanto semeou em seu coração. Fora arrancado pela força de duas palavras e o partir do trem. “Me esquece”. Foi a frase mais curta e dolorosa que ouvira até então. Imóvel enquanto o trem partia rumo à periferia, do lado oposto ao que ela vivia, recolheu dentro de si o que lhe sobrou de dignidade. Segurou, enquanto pôde, o choro. Não resistiu, deu dois passos, buscou o banco vazio da estação e sentou, desaguando a tristeza que começa a lhe corroer a alma.
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Sex, 20 de Agosto de 2010 09:21 |
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O caso da iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada a apedrejamento por adultério, revela a face obscura de uma cultura medieval que, ainda hoje, permeia as teocracias islâmicas. Surpreende-me como uma cultura que, no ocidente, integra-se à realidade de cada país, haja vista a integração do povo árabe no Brasil, e esta mesma cultura, quando no poder, permite-se torturar, a pedradas, até a morte uma mulher condenada por um adultério que, aos olhos ocidentais, não existiu, pois já era viúva. Sakineh é apenas um nome entre tantas mulheres que são vítimas deste regime que insiste em desafiar os direitos humanos.
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Estacionou o carro com certa maestria, apesar de não gostar de fazer baliza, e desceu correndo a pegar algo no porta malas. Do outro lado da rua, ela o aguardava. Ao fechar o carro olhou ao redor e tentou atravessar a rua o mais rápido possível. Esperou passar um ônibus, o segundo, sentiu seu coração disparar e disparou na frente do terceiro ônibus. Ao chegar do outro lado da rua não a viu mais. Seu coração então parou. Continuou a procurá-la. Olhou de um lado para o outro. Caminhou um pouco mais, se esquivou de olhares, apressou o passo e a reencontrou no lugar de sempre. Sempre tão perto dele, sempre tão longe de seu coração. Ele, que tanto a espera, não foi esperado.
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Minha cabeça funciona a mil |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Minha cabeça funciona a mil.
Pensamentos soltos,
palavras desconexas,
sentimentos dispersos,
desejos explosivos,
tudo ao mesmo tempo,
tudo junto dentro de mim.
Se a cabeça agita,
o coração acelera,
a alma inquieta.
Por fora, a cabeça tenta me manter
controlado, equilibrado,
educado, comedido.
Sou tempestade e bonança
ao mesmo tempo,
o tempo todo. |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Entre nuvens, brilha no céu,
redonda, a iluminar a noite,
lua cheia.
Ilumina minha vida
tão escura e fria.
Ilumina meu caminho
tão só e vazio.
Revela-me os meus sonhos.
Ilumina meus desejos.
Lua cheia. |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Eu movo a humanidade.
Sou responsável direto
pela maldade e bondade.
De mim brotam frutos
que levam à vida e à morte,
inclusive os mais astutos.
Você, culpa minha, perdeu a razão,
saiu de si como nunca.
Eu te faço pirar,
eu te trago pro chão,
eu te faço delirar,
você nunca me diz não.
Por mais que queira negar
eu te tenho, eu sou teu coração. |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Ouço as batidas do meu coração.
Ouço o respirar de minh’alma.
É o silêncio que faz em mim.
Tudo cala.
Tudo fala.
Tudo é contido.
Tudo está à flor da pele. |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Passarinho pousou na minha janela
e cantou o seu canto de solidão.
Voa passarinho, voa.
Leva contigo minha solidão.
Vá para longe, longe daqui,
mas não te esqueças de meu coração,
ele fica aqui a te esperar.
Regresse num dia desses
e venha em minha janela cantar.
Voa passarinho, voa.
Leva contigo a minha solidão.
Leva contigo o meu coração. |
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Escrito por Giovanni Alecrim
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Não precisam palavras,
basta um olhar,
basta um sorriso
e lemos nossos corações.
Sabemos o que sentimos,
sentimos o que desejamos.
Olhar.
Sorrir.
Sentir você
em mim.
Sempre. |
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